Entrevista: Luisa Mell fala de sua luta pela causa animal

Entrevista: Luisa Mell fala de sua luta pela causa animal

Por: Cristiane Mendes

Com mais de 3 milhões de seguidores, só no Instagram, a apresentadora Luisa Mell é uma das mais conhecidas defensoras de animais no Brasil. Atuando na causa animal desde 2002, ela vem conseguindo mudanças importantes através de campanhas de conscientização e mudanças de lei.

Fundado em fevereiro de 2015, é através do Instituto Luisa Mell que a ativista atua, principalmente, no resgate de animais feridos ou em situação de risco, recuperação e adoção. Hoje com cerca de 900 animais, entre cães e gatos, todos são resgatados das ruas, protegidos, alimentados e aguardam pela chance de serem adotados. Confira: 

- Vocês dão conta de todos os animais?

É muito difícil. É algo que você olha e pensa: não vai dar certo. Quem tem um cachorro sabe o gasto que é, agora imagina quase mil cães doentes. Só resgato animais feridos e que estejam precisando de muita ajuda. É sempre uma luta árdua, os gastos são muitos e, ainda por cima, vivemos em um país que não sai da crise. Mas, graças a Deus, tenho um público que me acompanha e que sabe da necessidade desse trabalho. 

- Quando você percebeu que essa causa tomaria conta da sua vida pessoal e profissional?

A primeira vez foi no Centro de Controle de Zoonoses, quando os cachorros eram sacrificados depois de três dias. Quando fui lá, e vi o desespero daqueles cachorros, jurei que ia dedicar a minha vida a mudar aquela triste realidade. Em 2008, quando eu consegui mudar a lei, vi que a luta era muito maior. Mas aquela foi a minha grande vitória e o meu primeiro despertar. 

- Como você acha que precisa ser um programa de educação da população brasileira para a causa animal?

Tinha que ser matéria escolar. É tão fácil para a criança entender e respeitar os animais. Costumo dizer que são os adultos que deseducam e dessensibilizam as crianças o tempo inteiro. Os pequenos vêm com a essência de amar os animais, então, é preciso reforçar e mostrar compaixão. Aliás, isso se aplica a tudo: compaixão tem o poder de deixar o mundo melhor. A compaixão e a solidariedade são ensinadas. Eu sou uma pessoa diferente de quando tinha 15 anos. Naquela época isso ainda não havia sido despertado em mim. É preciso se colocar no lugar do bicho e praticar a empatia.

 - Você percebe uma mudança de comportamento das famílias com relação a cães de raça x vira-latas?

Antigamente muitos não cogitavam ter um vira-lata e hoje a coisa mudou de figura. Fico muito emocionada com isso. Só conseguíamos adotar filhotes e, hoje, cães idosos e especiais também têm vez. Claro que ainda existem pessoas que não entenderam a dimensão disso tudo e só enxergam os de raça, por uma questão de estética, como se o amor fosse isso. É preciso também levar em conta outras questões como comportamento e disponibilidade. Tem que dar o famoso “match” e deixar o preconceito de lado. O amor verdadeiro é o que importa!

Mas informações:

http://ilm.org.br/

https://doe.ilm.org.br/

 Instagram: @luisamell | @institutoluisamell